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Primal Fear: Unbreakable

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012.
Aos meus ouvidos, e até o presente momento, Unbreakable é um dos melhores (se não o melhor) álbum de Heavy Metal desta década iniciada.

Primal Fear apresenta músicas dentro de um mesmo padrão. Ouvindo o álbum sem pausar, tem-se a impressão de ser tudo uma mesma música. Quase não notei quando uma faixa terminou e entrou outra. Portanto, a princípio me soou um álbum super comum. Mas ao ouvi-lo pela segunda vez, ah, ai sim notei a qualidade do trabalho.
Todas as faixas trazem refrões fáceis de assimilar. Do tipo impecável, quando cantado ao vivo, com todos os fãs acompanhando sem dificuldade. Além disso, ao vivo, já consigo ouvir os inúmeros coros que algumas Introduções e solos bem elaborados podem gerar.

“Strike” foi a que mais me agradou. Achei ótimo o desempenho do vocalista Ralf Scheepers nos versos da canção. Outros destaques são “Where Angels Die”, “Unbreakeble” e “Born Again”. Esta última sendo o mais próximo de uma balada arrastada.

Mas, apesar de uma boa qualidade, Unbreakeble pode soar enjoativo, depois do ouvinte já ter destrinchado seus mistérios. Ouvir o álbum uma terceira vez, por exemplo, não será tão animador. O nível permanece alto enquanto o ouvinte ainda esta descobrindo o novo. Depois, tudo pode parecer meio fraco.

Penso que Unbreakeble deve conseguir atingir a meta de um bom álbum. No mínimo, mediano. Pra mim, um dos melhores. Por enquanto.

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Lacuna Coil: Dark Adrenaline

terça-feira, 24 de janeiro de 2012.
Conheço Lacuna Coil só pelos clipes da banda. Nunca ouvi um álbum completo deles. E enfim chegara o momento. Dark Adrenaline tem sido meu primeiro contato com o som desses italianos.

De forma geral, o álbum é médio. As canções são distintas, como disse, mas todas bem repetitivas, o que tornou o álbum cansativo. Só não é pior por ser um álbum ligeiro, com músicas breves. Aos meus ouvidos soou como um disco pouco inspirado, feito nas coxas. Por exemplo, conforme ouvia as três primeiras faixas (que me foi um período mórbido, sem nenhum grande destaque) imaginei as canções de forma diferente, quem sabe executadas por outras bandas. E conclui que alguns trechos poderiam ter sido mais explorados. Meio abusado este meu palpite critico, mas, foi minha postura inicial perante Dark Adrenaline.

A banda conta com dois vocalistas. Cristina Scabbia e Andrea Ferro. No ouvir Dark Adrenaline, eu imaginei como seria a banda sem o vocalista, se fosse só a voz de Cristina nas canções. Creio que ficaria bem melhor, pois não me dei com a voz do Andrea...


Como disse, as três primeiras faixas me passaram em branco, e em “Give Me Something More” finalmente me surgiu uma luz. A faixa traz bons versos e, com um simples refrão, consegue grudar na mente. Ao terminar o álbum, voltei para ouvi-la novamente, é claro.

“I Don't Believe In Tomorrow” tem um andamento que me agradou. Mas imagino como ficaria bem melhor se fosse Cristina cantando solo, e não o Andrea...

Outra com poder – de grudar na mente – se chama “Intoxicated”, que pra mim é a melhor. Cristina manipula a voz de forma interessante, o que deu muito certo em conjunto com a melodia e os versos do Andrea. De longe a mais diferenciada do disco.

“Losing My Religion” é outro destaque. Descobri que era um cover. Então, fui ouvir a versão original, de uma banda chamada REM, do qual não me lembro conhecer. E, bem, ficou um bom cover.

Ou seja, Dark Adrenaline é um álbum rápido, sem muitos destaques. Um trabalho pra cumprir calendário, pois, com mais tempo de gravação quem sabe a qualidade fosse bem superior. O disco ainda tem seus destaques, mas, daqui alguns meses ninguém além de fãs ferrenhos irão se lembrar deles. Tudo isso, é claro, na visão de um novo ouvinte.

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Nightwish: Imaginaerum

terça-feira, 6 de dezembro de 2011.



A proposta fora gananciosa: um álbum que seria ao mesmo tempo uma trilha sonora de um filme.

Primeiro confesso que fiquei surpreso com o lançamento repentino do Imaginaerum. Jurava que sairia só em Janeiro. Ou talvez seja o filme em Janeiro. Não sei. E também não me senti motivado pra buscar saber.

Vou procurar não mencionar a Tarja, o velho Nightwish. Afinal, não foi tão difícil para mim gostar da nova formação da banda. Dark Passion Play, por exemplo, foi um bom álbum aos meus ouvidos. E agora, Nightwish atrai as atenções novamente com sua nova proposta. Pois, não tem como negar, esta é uma banda referência.

Imaginaerum atende a proposta. É um repertório de filme mesmo. O instrumental continua de ponta, mas não deve surpreender quem já conhece a banda de longa data. O que vai surpreender mesmo é a espantosa versatilidade das canções.

Começamos com uma narração – “Taikatalvi”. Criou um bom clima inicial, admito. Mas ai chega a single “Storytime”, abrindo as portas do show. Eu não gostei desta single, realmente, achei muito a baixo da média para representar o trabalho. Um tanto alegre demais. Agora, com mais calma, a reconheço como uma faixa diferente, necessária até. Mas não consegui gostar.

Eu estava ouvindo o álbum ao mesmo tempo que um amigo meu. Por MSN, conforme as faixas passavam, íamos debatendo a qualidade e as impressões. “Calma, deve melhorar” eu lancei, na conversa. Afinal ainda era a primeira música.

E que bom que melhorou. “Ghost River”, que deu seqüência, é pra mim a melhor do disco. Talvez pela eminência do Marco nos vocais, e talvez por eu gostar muito dele. Ou, quem sabe a música é boa mesmo. Melhor refrão, segundo meus ouvidos, e a boa utilização de coros juvenis é um baita acréscimo.

E de repente: choque. “Slow, Love, Slow” é um Nightwish de um jeito que você nunca ouviu! A música resgata aquele cenário de bar com pouca luz e muita fumaça, uma banda tocando num canto, embriagados de blues, mais sentindo do que executando. A vocalista da banda dentro de um vestido apertado e brilhoso e cantando com sensualidade e sentimento. Por volta dos anos 70. Eu realmente não sei o que pensar desta faixa. Achei ela no mínimo... interessante.

“I Want My Tears Back” apresenta aquele clima épico, escocês, com suas flautas na introdução e nos solos empolgados. Embora seja uma música diferente das demais, por causa do clima descontraído, essa faixa passa um tanto despercebida.


“Scaretele” trai muitas coisas, com seus sete minutos e mais um pouco. Achei interessante como Anette interpretou a cancão com sua voz. Mas confesso que de inicio eu levei um baita susto e continuei ouvindo com sofreguidão. No meio surge uma narração esquisita que, junto com o instrumental animado, te faz lembrar a imagem de um circo... No fim tudo volta ao normal, com as partes orquestradas e tudo mais. Alivio, enfim. É o tipo de música que, depois de ouvir, você se pergunta “que diabo foi isso?!”. Não a considerei ruim, apenas... diferente. Própria para um filme.

“Turn Loose The Mermaids” é muito boa. Mas só notei isso quando ouvi pela segunda vez. Um tanto repetitiva, mas tranqüila e com ótimas partes orquestradas, que embora soem simples fazem bonito. Uns assobios no meio da faixa me lembrou várias coisas, como um perfeito fundo sonoro para uma cena de cavalgue em campos abertos, aquelas cenas de faroeste.

Quando entra “Rest Calm” já parece até outra banda tocando. A versatilidade do álbum faz isso com você: momento ou outro eu esqueci que ouvia Nightwish, parecia uma compilação com no mínimo umas quatro bandas diferentes. Enfim, essa aqui é uma das melhores, gostei de primeira ouvida. Bom refrão e mais coros de crianças. E Marco Hietala colabora bastante para que tudo saia melhor. E o instrumental é poderoso, como de costume. Sete minutos que parecem três.

“Imaginaerum” encerra tudo com um apanhando sinfônico de cada faixa em seqüência, pura trilha sonora, bom encerramento, melhor impossível.

É difícil julgar este álbum. Minha meta era compará-lo com o Dark Passion Play, ao menos. Mas eu entendi que Imaginaerum é um trabalho único, do tipo que consegue muitas impressões com sua mutação sonora. Talvez alguns fãs demorem um pouco pra engolir essa mutação. Eu, olhando para a produção e criatividade, identifiquei um bom trabalho, do tipo que se aprende mais e mais ouvindo mais e mais.
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Iced Earth: Dystopia

quinta-feira, 10 de novembro de 2011.
Iced Earth é uma banda estadunidense de Heavy Metal, de grande sucesso desde seu inicio em 1984. Particularmente, é uma das minhas preferidas no gênero, com um líder que cada vez mais honra o metal com muito talento – o guitarrista e principal compositor Jon Schaffer.

Dystopia é o 10º trabalho de estúdio do grupo. E sem meias palavras: é um dos melhores álbuns do ano! Temos o melhor do metal em todas as dez faixas, mais duas perfeitas bônus track.

Algo que deu muito certo foi o novo vocalista Stuart Block. A banda já contou com quatro vocalistas, ao longo da carreira. Dentre eles, os mais influentes, Matt Barlow e Tim “Ripper” Owens. E agora, a banda acerta com um novo sujeito dono de uma voz que caiu como uma luva nas novas melodias. Stu (como costuma ser chamado) é versátil; usa de um timbre grave em quase todo tempo, e de repente arranha a voz para passagens mais rasgadas, e em outros instantes aposta em agudos poderosos, e, finalmente, consegue ser bem melódico e profundo nas baladas.

A faixa título abre o álbum deixando um pouco de tudo a mostra. “Iced Earth evoluiu, e vai conquistar o mundo”, parecem dizer. Segue aquele padrão meio-manjado de enrolar o ouvinte por meia-música até finalmente apresentarem um novo andamento e impressionar. Pedaleira em eminência, riffs arrastados e dedilhados sempre ao fundo, nos refrões. Uma boa escolha pra fazer o vídeo também, já mostrando para os fãs a personalidade do novo vocal.



“Anthem” surpreende mais ainda. Começo com acordes acústico de guitarra, pouco depois entra o baixo e bateria, e depois temos os riffs em uma guitarra e a melodia em outra, do tipo que deve inspirar uns coros ao vivo. O refrão é de matar, um baita desempenho do vocalista. O solo de guitarra passa rápido, meio que pra não perder a atenção do ouvinte, pois logo depois voltamos com os versos, refrão, e final épico com vocais de apoio. Difícil selecionar uma única faixa como a melhor do álbum, mas esta sem dúvida é forte candidata.

“Anguish Of Youth” é um bom exemplo do que eu falei sobre o vocalista ser melódico em certos momentos. A música traz versos bem voltados para esse lado, e as guitarras apenas ajudam a criar o fundo perfeito.

“V” é absurda. Um refrão épico e vocais de apoio entrecortando o pós-refrão. Não chega a ser uma das melhores, capaz de curtir logo de primeira, mas ouvindo melhor, essa é uma faixa muito bem trabalhada.

“Days Of Rage” é pouco mais de dois minutos de fúria. Deve provocar altos bate cabeça, quando tocada em um show. E é quase impossível ouvir “End Of Innocence” sem querer cantar junto; uma baita composição.

A faixa bônus “Iron Will” é aquela que você se pergunta por que diabos é uma faixa bônus; de tão boa que é, deveria ser uma single! Aqui se repete um pouco do talento melódico do Stu, e mais pedaleiras em destaque.

Enfim, depois de lançarem uma seqüência de álbuns conceituais (que já começava a chatear alguns fãs e a critica), a banda retorna em ótima forma. É de espantar como esse álbum não soou repetitivo ou cansativo, como poderia vir a ser. Longe disso: Dystopia parece até ser um disco de uma nova banda de metal, cheia de juventude e expectativas.

É por trabalhos deste nível que gosto de dizer que sou metaleiro.
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